
Controle de Qualidade
29/09/2026
29/09/2026
O que define um bom conjunto de produtos laboratoriais para farmacêuticas não é apenas “ter o equipamento”, e sim garantir que cada ensaio seja rastreável, reprodutível e compatível com a rotina de controle de qualidade.
Na prática, a decisão começa por mapear quais análises são críticas (identificação, teor, impurezas, umidade, solventes residuais, microbiologia e estabilidade), quais matrizes serão testadas e qual nível de suporte técnico é necessário para manter o laboratório operando sem interrupções.
A partir daí, faz sentido selecionar consumíveis, reagentes e padrões de referência alinhados ao método e ao sistema de gestão da qualidade que, em 2026, ganhou ainda mais atenção com atualizações regulatórias da Anvisa voltadas a laboratórios de ensaios e à adoção prática de princípios alinhados à ABNT NBR ISO/IEC 17025.
Em um laboratório farmacêutico, produtos para laboratório funcionam como “infraestrutura de decisão”: o resultado analítico embasa liberação de lotes, investigações e estudos de estabilidade. Por isso, a escolha deve considerar desempenho metrológico, compatibilidade com o método e governança de dados e documentos.
A atualização regulatória publicada pela Anvisa em agosto de 2026 reforça a necessidade de um sistema de gestão da qualidade com práticas alinhadas à ABNT NBR ISO/IEC 17025 para laboratórios de ensaio, o que aumenta a relevância de itens como rastreabilidade por lote, validade, documentação técnica e controle de mudanças.
Quando reagentes, consumíveis e padrões não são consistentes, o impacto aparece em repetição de ensaios, desvios por variação de branco, deriva instrumental e dificuldade de comparação interlotes.
Entre as soluções laboratoriais mais decisivas para farmacêuticas, cromatografia (HPLC e UHPLC) costuma liderar por ser central em teor, impurezas e perfil de degradação. Aqui, consumíveis como colunas, filtros, frascos, septos, seringas, fases móveis e padrões de preparo impactam diretamente robustez e estabilidade de linha de base.
Já a determinação de umidade por titulação Karl Fischer (volumétrica ou coulométrica) depende tanto do titulador quanto de reagentes, solventes compatíveis, controle de contaminação por água e rotina de verificação do sistema.
Outro pilar são os padrões de referência certificados: sem material com rastreabilidade e manuseio adequado, a cadeia de calibração e a confiabilidade do resultado ficam fragilizadas.
Por fim, sistemas de purificação de água e seus consumíveis (cartuchos, filtros e monitoramento) são frequentemente subestimados, mas afetam desde preparo de soluções até limpeza e reprodutibilidade, principalmente em métodos cromatográficos e espectrofotométricos.
Para atender rotinas de controle de qualidade, não basta entregar produtos químicos para laboratório ou equipamentos de laboratório: é importante ter consistência de fornecimento, orientação de aplicação e suporte para documentação.
Na prática, isso envolve organizar certificados, FISPQ, controle de validade por lote e histórico de substituições, além de apoio na qualificação e na calibração quando aplicável. Um ponto recorrente em laboratórios é a necessidade de manter o equipamento disponível: uma parada em cromatografia ou em Karl Fischer interrompe liberação e cria fila de amostras.
Por isso, contar com atendimento a laboratórios com visão consultiva ajuda a definir kits de consumíveis essenciais, itens de reposição crítica e padrões de referência adequados ao portfólio de produtos. Esse apoio também reduz o risco de “compras reativas”, quando o laboratório troca um consumível por similar sem avaliar impacto no método.
Em ensaios de teor e impurezas, a confiabilidade depende do conjunto: preparo de amostra, integridade de vials, compatibilidade de filtros e estabilidade da fase móvel. Em umidade, o Karl Fischer exige controle de carryover, limpeza de célula e escolha correta do modo (volumétrico ou coulométrico) conforme faixa de água e matriz.
Em análises de matérias-primas e excipientes, padrões de referência e reagentes com baixa variabilidade ajudam a manter a comparabilidade histórica. Já em microbiologia, mesmo quando o foco do laboratório é fisico-químico, é comum existir interface com meios de cultura, materiais estéreis e consumíveis que exigem planejamento de estoque e armazenamento.
Em todos os casos, soluções para laboratório confiáveis incluem não só o item, mas a orientação de uso, armazenamento e reposição para reduzir variação operacional.
Produtos laboratoriais para farmacêuticas são, na essência, componentes de um sistema de confiança: métodos bem sustentados por consumíveis consistentes, reagentes adequados, padrões de referência rastreáveis e suporte técnico que mantém o laboratório em operação.
Com a ênfase regulatória recente da Anvisa sobre práticas de gestão da qualidade alinhadas à ABNT NBR ISO/IEC 17025, ganha força a escolha de fornecedores de laboratório capazes de combinar portfólio, agilidade logística e atendimento consultivo.
Ao organizar a seleção por criticidade do ensaio, governança de documentos e rotina de reposição, o laboratório reduz risco analítico e melhora previsibilidade na liberação de resultados, sem depender de ajustes emergenciais que desgastam o time e o processo.
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